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Article (Dossier 1)

Cosmogonic Confrontations, Multinatural Negotiations: Listening with the Waters of Márcia Wayna Kambeba’s Saberes da floresta

Author
  • Kevin Ennis orcid logo (Yale University)

Abstract

Indigenous literatures from Amazonia in the twenty-first century textually invite readers into the cosmovisions of writers’ respective communities. Ancestrality and territoriality, concepts defined by Graça Graúna (2013) and Robert David Sack (1986), respectively, guide a reading of Omágua/Kambeba writer Márcia Wayna Kambeba’s poetry and essay collection Saberes da floresta (2020). In her writings, Kambeba critiques extractivist practices in Amazonia and decentralizes the significance of extractivism in her conceptions of Amazonia as a geocultural, social, and literary space. Ancestrality serves as a key mode of communication of her communities’ cosmovisions and systems of knowledge; Kambeba emphasizes listening with rivers, treating waterways as more-than-human relatives. As she counternarrates predatory extractivism across Amazonia, Kambeba deploys a sensorial territoriality as a decolonizing gesture: she proposes learning as an embodied—not just intellectual—experience that activates and is activated by the senses. I argue that Kambeba’s invitations to become more educated about the world through her communities’ experiences and ancestral knowledges serve as decolonial gestures in which worldly and literary possibilities of knowledge proliferate. Her transformation of the tropes of confrontation to become cosmogonic and negotiation to become multinatural, to use Eduardo Viveiros de Castro’s (2002/2020) term, emphasizes human and beyond-human perspectives in imagining Amazonia, fortifying decolonial pedagogical paths forward from Amazonia’s ecological and sociopolitical crises.

As literaturas indígenas da Amazônia no século XXI convidam textualmente os leitores a adentrar as cosmovisões das respectivas comunidades dos autores. A ancestralidade e a territorialidade, conceitos definidos por Graça Graúna (2013) e Robert David Sack (1986), respectivamente, norteiam uma leitura da coletânea de poesia e ensaios Saberes da floresta (2020), da escritora Omágua/Kambeba Márcia Wayna Kambeba. Na sua escrita, Kambeba critica as práticas extrativistas na Amazônia e descentraliza a importância do extrativismo em suas concepções da Amazônia como um espaço geocultural, social e literário. A ancestralidade serve como um modo fundamental de comunicação das cosmovisões e sistemas de conhecimento de suas comunidades; Kambeba enfatiza escutar com os rios, tratando os cursos d’água como parentes mais-que-humanos. Ao contranarrar o extrativismo predatório na Amazônia, Kambeba emprega uma territorialidade sensorial como gesto descolonizador: ela propõe o aprendizado como uma experiência corporificada — e não apenas intelectual — que ativa e é ativada pelos sentidos. Eu argumento que os convites de Kambeba para nos tornarmos mais sábios sobre o mundo por meio das experiências de suas comunidades e das sabedorias ancestrais servem como gestos decoloniais nos quais proliferam possibilidades mundanas e literárias de conhecimento. A sua transformação dos tropos do confronto a ser cosmogônico e da negociação a ser multinatural, para usar o termo de Eduardo Viveiros de Castro (2002/2020), enfatiza perspectivas humanas e mais-que-humanas na imaginação da Amazônia, fortalecendo caminhos pedagógicos decoloniais para superar as crises ecológicas e sociopolíticas da região.

Keywords: Amazonia, ancestrality, decoloniality, extractivism, Indigenous literature, Omágua/Kambeba, territoriality, Amazônia, ancestralidade, decolonialidade, extrativismo, literatura indígena, territorialidade

How to Cite:

Ennis, K., (2025) “Cosmogonic Confrontations, Multinatural Negotiations: Listening with the Waters of Márcia Wayna Kambeba’s Saberes da floresta”, Portuguese Cultural Studies 9(2). doi: https://doi.org/10.7275/p.3674

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Published on
2025-12-30

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